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VIDA & SUICÍDIO criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
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Escrito por Quinquin   
22-Out-2010
Amigo ou amiga,   virtual ou nao,  que tem também uma família,  amigos ou conhecidos  com algum  relacionamento quer directo ou indirecto nesta rede global  da existência humana, é bom saber ou reflectir  que deve existir  uma certa obrigação moral para interceder de alguma forma ou outra quando algo anormal está desviando ou prevenindo um familiar ou seu amigo/a  de sentir o verdadeiro sentido da vida.
 


 Da maneira como fomos educados ou programados desde criança,  em grande parte depende o nosso relacionamento social. 

A sociedade, o ambiente, e as coisas influenciam de várias maneiras o comportamento dum ser humano  e ninguém pode esquivar se a estes parámetros que influenciam nossas vidas.


Falar de suicídio ou melhor dizendo, acabar com a própria vida, é um tema e uma incógnita que tem sido estudado e debatido desde o começo da civilização.  


Infelizmente e apesar dos avanços  no campo da medicina  ainda falta muito para solucionar este complexo  dilema; diversos factores estão relacionados,  por isso continuará existindo.


Não vou elaborar muito nos métodos, causas, ou entrar no campo científico e professional deste fenómeno,  mas sim falar de uma forma simples e relativa.


A família, amigo/as,  as autoridades competentes,  devem fazer sempre  sentir sua presença   aproximando, identificando, explicando, e incentivando   a pessoa que está sentindo demasiado o fardo da vida que há sempre ajuda e maneira de contornar situações  adversas e entrar num outro estágio que pode ser mais aguentável e satisfatório.


Vou afastar um pouco do caminho ou objéctivo deste artigo para trazer um pouco  outro tema, servindo somente para uma elucidação que poderá ser benéfica.


A fé ou  a  esperança, são  duas palavras  mesmo especiais,  elas não conhecem fronteiras, nem a cor política, e nem a riqueza ou pobreza, quando elas náo estão presentes na mente tudo fica mais complicado, a pessoa vai perdendo aos poucos a vontade de seguir a frente e viver a vida com uma certa tranquilidade psíquica.  


Há bem pouco tempo, praticamente o mundo parou e sintonizou se numa mesma frequência,   as ondas desta frequencia influenciaram e vão continuando a influenciar positivamente as mentes de milhões de pessoas neste nosso planeta, até houve  gentes dizendo que o fácto pode ser comparado com a viagem que o Homem fez para Lua.


Todos nós sabemos da incrível odisseia que  trinta e tres homens  - estou referindo os mineiros chilenos - passaram, ficando debaixo da terra a uma profundidade de quase setecentos metros durante dezassete dias sem qualquer contácto com o resto da humanidade. Nestes dezassete dias,  estiveram  praticamente sem comida ou água,  alimentando com uma ração de dois colheres de peixe e leite por dia, tudo na incerteza de não poderem ver  nunca mais a luz do dia ou a família querida.


Depois de quase tres meses nesta situação de verdadeira angústia e  árdil da vida finalmente foram socorridos, escapando a morte que estava rondando suas vidas.


Depois de sairem debaixo do chão   todos eles disseram que foi a ESPERANÇA que lhes salvou a vida, e explicaram que sem esperança e disciplina não conseguiriam sobrevir.


Voltando ao começo,   a esperança deve estar sempre presente na vida, quando uma pessoa perde ou está dando sinal da falta deste
vocábulo, é ali que a família, o amigo ou amiga, tem a obrigação moral  de interceder e fazer influenciar,   mostrando a sua presença ou amizade  em vez de afastar ou não acredidar nesta mesma  pessoa que está sendo arrastada pela corrente silenciosa e turva da vida, em vez disso, o melhor seria,  procurar mostrar a pessoa que há recursos apropriados e saudáveis que podem influenciar positivamente na recuperação mental ou psiquica.


Uma grande parte da nossa sociedade - estou referenciando nós, os Cabo-verdianos,  não damos muita importáncia à saúde mental e isto prejudica muito e de muitas maneiras.
Existe um taboo negativo e persistente que precisa de  ser debatido e esclarecido melhor pelos professionais da saude, pela comunidade e pelo governo a respeito deste importante tema, que é a saúde mental, porque não é só um problema  individual ou familiar  mas sim, da comunidade e do governo   duma maneira ou outra.


Infelizmente e segundo alguns professionais de saude,  Cabo-Verde ainda não tem um base de dados ou estatistca oficial nacional sobre a saúde mental e nem tão pouco um índece de suicidio  entre as ilhas, ou a nivel nacional,   nenhum estudo sério foi  feito sobre a predominancia ou causa aparente deste flagelo em algumas comunidades e o mais pior, é que muitas das nossas ilha ainda não tem um  psicólogo ou
psiquiatra.


 
Os professionais da saúde e o governo, devem dar mais atenção, criando mais recursos;    a comunidade, deve não estigmar ou marginalizar as pessoas  mas sim, entender que as vítmas não escolheram de ficar  neste estado e que ao fim de tudo  e em comparação  com outras sociedades, ainda não libertamos do nosso escuro passado.


Quinquim
Randolph USA
www.topicos123.com
Oct 21, 2010
 
  
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