segunda-feira, 10 agosto 2020

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Movimento da Sociedade Civil “Labantá Djarfogo” defende colocação dos interesses da ilha em primeiro lugar

O recém-criado Movimento da Sociedade Civil “Labantá Djarfogo” (Levantar a ilha do Fogo) defendeu hoje a urgência de colocar os interesses do povo e da ilha à frente dos interesses pessoais e políticos.

Um dos responsáveis do movimento, Félix Lopes, em conferência de imprensa para apresentar o movimento e os seus propósitos avançou que “a ilha atravessa momentos preocupantes para o futuro que todos almejam”, sem continuar a adiar o futuro da ilha.

O “descaso das autoridades governamentais” em relação ao desenvolvimento da ilha, que outrora foi referência cultural, política, social e económica no contexto nacional, perdendo o estatuto do terceiro lugar, é um dos motivos que levou ao surgimento do movimento, segundo Félix Lopes.

“Fogo é neste momento uma ilha sem competitividade em relação às outras”, referiu em conferência de imprensa, observando que a actual situação económica está na base da perda da sua população, sublinhando que todas as estatísticas apontam para cenários pouco encorajadores, facto que tem desmotivado os ainda residentes na ilha.

Para o responsável do movimento “Labantá Djarfogo”, a situação vivida hoje na ilha nada tem a ver com a ilha do Fogo do passado, pese embora, segundo o mesmo, “tinha e tem tudo para dar certo”, advogando que “a ilha atravessa momentos preocupantes para o futuro”.

Para o movimento, a ilha do Fogo faz parte, neste momento, “de um bloco de ilhas esquecidas em que o desenvolvimento passa a ser uma miragem”, sublinhando que a ilha perdeu o direito “até de sonhar” com um espaço próspero e desenvolvido.

No dizer do mesmo, a ilha requer um aeroporto e um porto condignos para a região Fogo e Brava, infra-estruturas básicas e sem as quais não se pode falar em desenvolvimento.

“Não aguentamos e nem suportamos a situação de descalabro e caótica em que chegamos, é inadmissível que os vários poderes locais não tiveram em conta o futuro da ilha e da cidade de São Filipe”, afirmou o responsável do “Labantá Djarfogo”, para quem é “chocante” ver outras cidades ligadas às redes de esgotos e São Filipe não, adiantando que fazer a requalificação urbana sem rede de esgoto “é dar um tiro no pé”.

O movimento está comprometido em salvar a ilha e contribuir para o seu desenvolvimento e fazer tudo para que a mesma não continue a ser “objecto de troça e chacota” por parte de vários governos que estiveram no poder ao longo dos anos.

“A ilha do Fogo, em geral, e São Filipe, em particular, tem de acordar”, afirmou Félix Lopes, para quem o movimento não irá calar-se, enquanto “a nação foguense continuar a dormir”, esperando que todos, sem excepção, contribuam para levantar a ilha e colocá-la no lugar que devia estar

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