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Aumenta o número de cabo-verdianos nas prisões portuguesas criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
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Escrito por AB   
06-Set-2011

Os dados divulgados pelo serviço de estatística da Direcção-geral dos Serviços Prisionais mostra um aumento de número dos cabo-verdianos a cumprir pena nas prisões portuguesas, passando de 667 do ano transacto para 720 deste ano. Ainda conforme os dados referentes ao segundo trimestre de 2011, cerca de 46 são mulheres a cumprir pena em vários estabelecimentos espalhados pelo país.

Cabo Verde representa cerca de 30,4 por cento dos reclusos africanos a cumprir pena em Portugal, num total de 20,4 por cento de toda a população detida.

Depois de Cabo Verde, a nível dos PALOP, aparece Guiné-Bissau, com um total de 235 reclusos, seguida de Angola, 218, São Tomé e Príncipe, 50, e finalmente Moçambique, com apenas 17 reclusos.

Dado curioso é o número de reclusas cabo-verdianas, 46, se ter mantido inalterado, entre os anos de 2010 e 2011. Em relação aos reclusos com menos idade, as estatísticas registam o número de 37 jovens com idades entre os 16 e os 20 anos.

De acordo com Antónia Pimentel, presidente da Associação Morabeza - que nos últimos anos levou a cabo o programa Pontes para a Igualdade, de apoio e acompanhamento de reclusas cabo-verdianas -, a maior parte cumpre pena por "crimes relacionados com tráfico de droga, ofensas corporais e homicídio decorrente de violência doméstica."

"Na maior parte dos casos, a droga entra-lhes por via dos maridos, irmãos, primos, ou outros familiares, e elas acabam por se perder no mundo do tráfico; no caso dos homicídios, de tanto apanharem dos maridos, um dia reagem e cometem o crime e vêm parar aqui."

Outra realidade que não aparece nas estatísticas divulgadas é o número de crianças filhas de reclusas, que habitam as prisões junto com as mães. "No estabelecimento Prisional de Odemira, aonde fomos com mais regularidade, eram umas 11, 12 crianças", diz Antónia Pimentel.

"E para mim, de tudo o que vi ao longo deste tempo, o que mais me marcou foram essas criancinhas a viverem nas prisões com as mães; eram inocentes, felizmente não tinham qualquer ideia do que se passava, mas era duro ouvir o portão fechar-se atrás de mim, saber que eu podia ir e vir e que elas tinham de continuar lá durante anos."

O mundo das reclusas cabo-verdianas, por várias razões, difere muito do dos homens, sendo muito pouco conhecido cá fora. Antónia Pimentel destaca estas diferenças: "Elas têm formação em várias áreas, carpintaria, construção civil, teatro; têm uma vida mais alegre e conseguem suportar melhor a privação da liberdade."

"Fizemos festas, convívios com cachupada, no Natal e pelo 8 de Março (Dia Internacional da Mulher), elas entraram em peças de teatro, e a impressão com que fiquei é que elas levam cada dia com calma, apesar de ser um ambiente de reclusão, com alguma alegria, e não aquela tristeza profunda que se imagina."

 
 


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