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Escrito por Djom di Djica   
02-Mar-2007

Ao falar-se do processo de desenvolvimento sócio-económico do País, torna-se necessário e até obrigatório incluir a ilha do Fogo no respectivo debate, não só pelo papel que essa ilha já desempenhou nesse processo mas também pelas potencialidades que ela ostenta, visíveis mesmo à vista desarmada.A realidade é que Cabo Verde vem-se desenvolvendo em várias velocidades, segundo uma estratégia de desenvolvimento tripolar concebida nos anos 80, com pólos em S.Vicente, Praia e Sal, que, por arrastamento, deveriam conduzir ao desenvolvimento das restantes parcelas do território nacional que não assumiram e nem assumem ainda o estatuto de «pólos de desenvolvimento». Sendo certo que os «pólos» então seleccionados vêm conhecendo um processo de desenvolvimento visível e com tendências para que esse mesmo desenvolvimento seja sustentado, não é menos certo que as restantes ilhas que, por sinal, se encontram «engrenadas» numa velocidade muito menos acelerada do que a daquelas que contêm os referidos «pólos» experimentem um processo de desenvolvimento muito tímido que em nada condiz com as reais potencialidades de cada uma delas. Significa isso que se torna urgente e imperioso implementar as estratégias, as políticas, os programas e os projectos já concebidos pelos diferentes governos tanto da primeira como da segunda República que, por razões diversas, não vêm sendo implementados em moldes que promovam o verdadeiro crescimento no desenvolvimentos dessa ilhas «não pólos» e, consequentemente, a sua verdadeira integração no processo de desenvolvimento no todo nacional.Como não podia deixar de ser, congratulamo-nos todos com o bom ritmo de desenvolvimento que as ilhas-pólos vêm revelando, à vista desarmada, não obstante as grandes barreiras estruturais existentes no país que condicionam todo e qualquer processo de desenvolvimento. Sendo certo que não defendemos um desenvolvimento igualitário de todas as ilhas, até porque isso seria impraticável dadas as especificidades de cada uma delas, também não é menos certo que devemos posicionar-nos em prol de um desenvolvimento menos desequilibrado do país, no seu todo, partindo sempre do pressuposto de que o combate a esse desnivelamento deverá ser feito de baixo para cima e não de cima para baixo, ou seja, deverá encetar-se em moldes que proporcionem um desenvolvimento mais acelerado das ilhas «não pólos» e promover, assim, a redução desse desequilíbrio de forma progressiva e sustentada, tendo como ponto de partida  as potencialidades reais de cada ilha e, de entre essas potencialidades, àquelas que poderão, efectivamente, ser exploradas.É comum ouvir-se dizer que o que determina o ritmo de desenvolvimento das nossas ilhas são as potencialidades de cada uma delas. É certo que as potencialidades intrínsecas e extrínsecas de cada ilha constituem factores importantes do seu desenvolvimento. Porém, não serão jamais os únicos factores a determinarem o tão almejado crescimento e desenvolvimento. A estes factores deverão juntar-se a vontade e a coragem políticas na tomada de decisões de fundo relativamente a programas e projectos de desenvolvimento, eliminando-se, ao máximo, o subjectivismo na tomada de decisões de fundo e de interesse nacional.A este propósito, importa relembrar que as tomadas de decisão relativamente aos investimentos internos ou externos a serem realizados nas diferentes ilhas, segundo se alega, têm sido feitas com base nas potencialidades e especificidades de cada ilha. Neste sentido, já foram identificadas ilhas com vocação essencialmente turística, algumas com vocação cultural e industrial, outras com vocação eminentemente agrícola e, todas elas com vocação pesqueira. É com base nestas vocações que, alegadamente, se tem tomado as grandes decisões no domínio de atracção e realização de investimentos privados e públicos. É curioso constatar que, de todas as ilhas de Cabo Verde, a do Fogo é aquela ou, no mínimo, uma daquelas que conseguem possuir e ostentar todas essas vocações. Na verdade, trata-se de uma ilha com excelentes condições para a actividade pesqueira, para a actividade agro-pecuária e silvo-pastoril, para a agro-indústria, para o turismo (o vulcão é, sem dúvida, o elemento mais atractivo do turismo a nível nacional), para o desenvolvimento do artesanato, para actividades culturais e com fortes tradições históricas e literárias, para diversificação de modalidades desportivas, sobretudo quando são incluídas nas Festas de Nho S.Filipe que são uma das maiores actividades culturais e religiosas de todo Cabo Verde e que se vêm internacionalizando, gradativamente, sem esquecer o seu grande potencial de recursos hídricos que já são considerados como sendo dos mais ricos do Pais. Tudo isto serve para ilustrar, parcialmente, algumas das grandes vocações da ilha, ficando ainda por elencar muitas outras, o que será feito por nós mesmos, numa outra oportunidade ou por qualquer outro foguense que queira dar-se ao trabalho de o fazer.Ao elencarmos todas estas vocações e potencialidades da ilha do Fogo que constituem trunfos incontornáveis para o seu desenvolvimento integral, não poderíamos deixar de referir a uma preciosa condicionante externa que enriquece ainda mais as potencialidades da ilha. Referimo-nos, evidentemente, à prestimosa emigração foguense que, tradicionalmente, vem contribuindo de forma sustentável para a melhoria das condições de vida dos seus familiares, para a realização de vários investimentos privados na ilha e para o equilíbrio da balança de pagamentos do Estado de Cabo Verde, através das remessas que vêm efectuando para o País e da aplicação das suas poupanças em projectos espalhados um pouco por toda a ilha, cujo impacto já se sente e já se vê de há uns tempos a esta parte, de forma cada vez mais consistente.Não obstante todos estes factores propiciadores do desenvolvimento da nossa bem-amada ilha, esse mesmo desenvolvimento está ainda muito aquém do esperado e desejado por nós! O que é preciso para inverter esta situação? Nos próximos artigos continuaremos a dar a nossa contribuição, de forma construtiva e objectiva, lançando pistas para a urgente e necessária aceleração da velocidade no processo de desenvolvimento do Fogo.         

                                                                                                                          Djom di  Djica

Comentarios (1)Add Comment
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escrito por Samora Lobo (Judith), Julho 24, 2008
uma óptima visão. é dessa atitude que a ilha do fogo necessita... força e que Deus nos abençoa

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